quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Riso

"Ri-te da noite, do dia, da lua, ri-te das ruas tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro rapaz que te ama, mas quando abro os olhos e os fecho,
quando meus passos vão, quando voltam meus passos, nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria." Pablo Neruda
Riso
O vento leva as páginas... Anda pela cintura... Corrói o mais liso dos sorrisos.
'Ri-te da noite'... Dos dias... Das atitudes... Ri-te de mim... Porque não temos escolhas.
Versos que dançam... Por entre os moinhos de vento... Do escaravelho das minhas crenças... Do rumo da minha dança.
Olho o vento que passa... Que passo... Bamboleio por entre os galhos...
Sou apenas um rastro..
"Ri-te da noite"... A névoa anda pelos travesseiros...
Com o visgo do tempo... Saboreio as ruas... Os caminhos embalados pelo vento... Pelo tempo que é vasto.

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